FASE QUENTE X FASE FRIA da produção de cerveja

Olá amigo cervejeiro!

Você já sabe o que são a fase quente e a fase fria da produção de cerveja? Bom, fazer cerveja em casa não é tão complicado quanto pode parecer para um iniciante. São necessários uma boa receita, uma escolha correta de todos os insumos, um equipamento adequado e, antes de todos estes itens, bastante informação.

Neste sentido, conhecer o passo a passo da produção é essencial para você, cervejeiro. O processo tem duas fases bem distintas, a quente e a fria. Siga neste artigo e descubra quais são as características de cada uma delas!

Leia também! Por que começar minha produção a partir de 30 litros de cerveja?

Antes de mais nada há a fase de preparação

Nosso artigo foi pensado para levar até você o passo a passo das fases quente e fria da fabricação de cerveja, mas é bom não esquecer que uma boa preparação é uma das chaves para a bebida perfeita.

Essa fase é composta por:

• Escolha dos equipamentos – Cheque todo o seu equipamento e utensílios antes de começar uma nova produção. Este é o início de tudo tanto para quem vale para quem é iniciante e usa panelas normais quanto para quem já tem mais experiência e usa equipamentos automatizados EZbrew. Não se esqueça de higienizar todo o equipamento!

• Escolha da receita – Pode ser uma clássica cerveja inglesa, uma deliciosa receita alemã, ou qualquer outra à escolha do cervejeiro;

• Preparação dos insumos – Com a receita em mãos é hora de escolher o malte, o lúpulo e até a água. Procure produtos frescos e de qualidade, isso faz toda a diferença. Se você é um cervejeiro em um nível mais avançado, seria bom você conhecer em especial a quantidade de sulfatos, cloretos, sódios e bicarbonatos presentes na sua água. Qualquer água mineral tem essas informações no rótulo do produto;

• Moagem – A boa moagem é aquela que expõe o conteúdo dos grãos e mantém o máximo de palhas preservadas. Há diferentes modos de moagem, prefira os moinhos de rolos com recartilhas longitudinais profundas. Os moinhos com recartilhas em forma de diamante, esmigalham os grãos prejudicando a filtragem durante o processo de mostura. Você pode também comprar os grãos já moídos.

Fase quente da cerveja artesanal: “fogo” na panela!

Bem antes daquela cerveja geladinha é necessário usar uma fonte de calor, que pode ser por chama direta a partir da queima de gás de cozinha ou por resistências elétricas, que são muito mais eficientes energeticamente e bem mais fáceis de controlar, além de não deixar o ambiente onde você faz cerveja mais quente. Essa é a etapa conhecida como fase quente. Confira o passo a passo desta etapa:

• Mosturação – Aqui começa a brassagem. O processo de mostura consiste na infusão do malte em água quente a uma temperatura de 68 graus centígrados, com temperatura controlada onde são ativadas algumas enzimas presentes no malte para converter o amido contido nos grãos em açúcares fermentáveis, que será formará o mosto, um líquido doce e viscoso que será a base para a sua cerveja;

• Mash-out – O mosto tem a temperatura elevada a 78 graus centígrados para inativar as enzimas e parar o processo de conversão do amido em açúcares menores;

• Recirculação / filtragem – Ninguém quer a cerveja com o bagaço dos grãos, certo? É necessário filtrar as impurezas em um processo de recirculação do mosto. Desta etapa sobram o bagaço, que será descartado, e o líquido, que é o que nos interessa;

• Fervura e lupulagem – O mosto é então fervido para se livrar de substâncias indesejadas e também desta forma, esterilizado. É nesta fase que serão adicionados o lúpulo, que vai dar amargor, aroma e sabor para sua cerveja. No final da fervura é feito uma medição da concentração dos açúcares no mosto através de um densímetro ou refratômetro. Anote sempre esse valor para ajudar você a calcular a graduação alcoólica de sua cerveja. Não esqueça de corrigir a leitura do densímetro de acordo com a temperatura do mosto.• Clarificação – É onde ocorre a coagulação das proteínas insolúveis e indesejáveis do mosto, e a precipitação de outras impurezas, como casca de malte, resíduos do lúpulo. A mais usada é técnica conhecida como Whirlpool, que nada mais é que uma agitação do mosto em movimentos circulares ordenados para facilitar a coagulação das proteínas e outras impurezas para que elas ganhem peso e se depositem no fundo da panela de fervura durante o repouso.

• Repouso – Agora é hora de deixar o líquido dar uma descansada antes da fase fria, mas atenção! Controle a temperatura para ter o melhor resultado.

Fase fria da cerveja artesanal: tá chegando a hora!

O resultado da fase quente ainda está longe da bebida que queremos e ainda precisa passar por um alguns processos até atingirmos a cerveja perfeita feita por você. Confira o caminho:

• Resfriamento / Oxigenação – Já clarificado, o líquido agora precisa ser preparado para as leveduras. Para isso, é preciso reduzir a temperatura de acordo com a receita que o cervejeiro escolheu. Nesta fase também é feito a aeração do mosto.

• Fermentação – As leveduras metabolizam os açúcares fermentáveis e produzem como subproduto o álcool etílico, gás carbônico e outros compostos orgânicos que contribuem com o aroma e sabor da cerveja, como notas de cravo, banana, pimenta, frutas maduras entre outras. A mágica aconteceu: seu mosto doce se transformou em cerveja. Um pouco rudimentar ainda, mas com sabor e o aroma próximos aos do produto final. Um último processo para melhorar o resultado final.

• Maturação – É nesta fase que é feito o “arredondamento” da cerveja, onde os aromas e sabores ganham um refinamento único e muito importante para alguns estilos, como as cervejas da escola alemã. Quando baixamos a temperatura, acontece a clarificação da cerveja, onde as impurezas vão parar no fundo do fermentador.• Carbonatação – Agora temos um líquido limpo e “arredondado”, falta apenas a incorporação de gás carbônico na cerveja já fermentada para formação das bolhinhas e da espuma. Pode-se fazer de maneira forçada com cilindros de CO2, ou com a adição de uma quantidade extra de açúcar dentro de garrafas para que as leveduras vivas da cerveja produzam uma quantidade extra de álcool e gás carbônico. Como a garrafa vai estar fechada, acontece um aumento da pressão interna e o CO2 ficará aprisionado no líquido.

• Envase – É hora da cerveja ir para a garrafa. Cuidado para evitar o excesso de oxigênio dentro do recipiente, isso reduz o tempo de validade da bebida.

Conheça os produtos EZbrew!

Achou complicado? Não é tanto assim, com um pouco de prática você vai ter todo o processo na ponta da língua. E ainda existem panelas automatizadas no mercado que facilitam bastante a vida do cervejeiro. São equipamentos automatizados que facilitam o processo, já que o líquido não precisa ficar “pulando” de panela para panela. As temperaturas também são reguladas automaticamente, reduzindo a possibilidade de erros que o cervejeiro pode cometer.

Segurança e praticidade tornam a produção da cerveja artesanal bem mais rápida e segura.  Conheça aqui os equipamentos EZbrew e escolha aquele que mais se adequa à sua produção.

E um brinde à sua cerveja!!!

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *