O que é mais barato: gás ou eletricidade

Saudações, amigo cervejeiro!

É claro que queremos fazer a melhor cerveja possível, mas se pudermos economizar é sempre bom, não é mesmo? Neste contexto, qual é o tipo de equipamento com menor gasto energético para a a nossa produção, a gás ou elétrico?

Se você quiser saber mais detalhes, o tema da eficiência energética já está no nosso canal do Youtube, mas nós aqui do Blog da EZbrew resolvemos facilitar a sua vida e compilar as principais informações. Vamos nessa?

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Eficiência Energética na produção de cerveja: A Experiência!

Nós da EZbrew fizemos o teste para descobrir qual é o método que tem a melhor eficiência e o menor gasto energético. Então é necessário explicar como fizemos:

Foram feitas duas experiências, usando a mesma panela, um com o EZbrew C70 (que tem uma resistência de 3.000W) e uma panela de 70 litros sob um fogareiro de alta pressão

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Saiba mais sobre o EZbrew C70!

Em cada uma das panelas usamos 30 litros de água. Um teve o aquecimento a gás e no outro usamos a energia elétrica. O teste durou 30 minutos.

O teste foi simultâneo, ao mesmo tempo em que foi ligado o fogareiro da panela a gás, no outro foi acionada a resistência elétrica. A temperatura inicial da água era de 28,5 graus Celsius.

Ambos ficaram ligados por 30 minutos. Após esse período, esperamos mais 3 minutos, tempo para a água se estabilizar, reduzindo o efeito da inércia térmica e garantindo uma melhor leitura de temperatura e maior confiabilidade para o resultado.

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Eficiência energética na produção de cerveja: O Resultado!

Antes de apresentar os resultados, é bom entender dois conceitos. As definições são da Wikipedia:

• Calor sensível – É a grandeza física intensiva que define a variação térmica de determinada substância ao receber determinada quantidade de calor.

• Calor latente – É a grandeza física relacionada à quantidade de calor que uma unidade de massa de determinada substância deve receber ou ceder para mudar de fase, ou seja, passar do sólido para o líquido, do líquido para o gasoso e vice-versa.

No nosso teste, usamos como parâmetro o conceito de calor sensível. Para ficar ainda mais claro: quando falamos em calor sensível da água, é necessária uma caloria para que cada grama de água aumente a temperatura em 1 grau.

Ao fim dos 30 minutos, a temperatura da água na panela aquecida a gás foi dos 28,5 aos 84 graus, um ganho 55,5 graus. Já na panela aquecida com a resistência elétrica, o ganho de temperatura foi menor, de 32,5 graus (dos 28,5 aos 61 graus).

Isso significa que no experimento a gás, a cada minuto a temperatura da água subia 1,85 grau. Enquanto isso, na panela elétrica o ganho de temperatura por minuto foi de 1,08 grau. Ou seja, em termos de tempo, o aquecimento a gás foi mais rápido do que a energia elétrica. Por outro lado o risco de caramelização do mosto em nosso equipamento é bem menor, pois dimensionamos a potência para aquecer no máximo 1 grau por minuto. E em aquecimentos muito intensos temos o problemas em medir a temperatura: essa variação mais rápida tornará o controle de temperatura com exatidão mais difícil.

Pesamos o botijão de gás antes e depois do experimento. A diferença entre os pesos inicial e final foi de 340 gramas. Se imaginarmos um preço do botijão em R$ 130,00 (em março de 2022), isso representa que cada quilo do gás fica em R$ 10,00. Ou seja, foram gastos R$ 3,40 reais em gás nos trinta minutos de experimento.

Já no aquecimento elétrico, foram consumidos 1,36 KW/h. O custo do KW/h em Palhoça-SC (onde foi conduzido o experimento) foi de R$ 1,12 (em março de 2022). Ou seja, o custo com energia elétrica foi de R$ 1,53 no ensaio.

Fazendo as contas, o custo para aquecer em um grau centígrado cada litro de água ficou assim:
• R$ 0,00204 com o aquecimento a gás;
• R$ 0,00157 com o aquecimento elétrico.

Para entender todos os cálculos feitos, confira o vídeo completo no Youtube.

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Conclusões

Então podemos concluir que o equipamento com aquecimento elétrico é 23% mais econômico do que o a gás, vencendo com ampla vantagem o comparativo de eficiência energética. Além disso, como o calor é gerado dentro do equipamento, acabamos aproveitando quase 100% do calor produzido e deixando o ambiente de brassagem muito mais confortável. A única desvantagem é o risco de uma queda de energia durante a brasagem.

Já o aquecimento a gás, pouco calor gerado é efetivamente usado para aquecer a água. A maior parte do calor é desperdiçado para o ambiente, deixando o local onde você está fazendo cerveja muito mais quente e muito mais desconfortável quando comparado com os equipamentos elétricos. E já imaginou faltar gás no meio da brassagem? Você terá que largar tudo e ir atrás de um botijão novo. Botijões com meia carga também costumam ser um problema. Com a perda de pressão, muitas vezes não conseguimos manter uma fervura quando se usa aqeueles queimadores de alta pressão. Se você tiver que trocar um botijão com um resto de gás, é prejuizo na certa!

As conclusões deste experimento valem para março de 2022. As contas podem variar em função de alterações de preços destes dois insumos, mas acreditamos que o equipamento elétrico além de muito mais seguro, ganha de lavada quando o assunto é eficiência energética!

E aí, você também achava que gás era mais barato?

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Com mais informações produzimos melhor. Por isso, não deixe de conhecer mais sobre o universo cervejeiro no Canal da EZbrew no Youtube e aqui no Blog da EZbrew. Navegue também pelos equipamentos e acessórios EZbrew.

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Saúde a todos nós!

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